SBK 22

SBK 22 – Análise

Porque a bicicleta às vezes tem que parar, estes últimos dias andei em duas rodas, mas a velocidades impressionantes pelo campeonato mundial de Superbikes. Estando habituado meios de transporte menos velozes, não foi fácil manter as laterais da mota longe do asfalto… dei o meu melhor.

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Com o Superbike World Championship a caminhar para o fim, a última corrida é já no dia 20 de novembro na Austrália, e com a segunda prova em terras nacionais a ser já no princípio de outubro no Circuito Internacional do Algarve, em Portimão, é altura de dar as boas-vindas a SBK 22, o jogo que nos leva a correr não só no Algarve, mas também no mítico Circuito Estoril.


Para os que não estão familiarizados com este campeonato, mas conhecem o MotoGP, um fim de semana de Superbikes é um pouco diferente. Às sextas temos 2 treinos livres, no sábado temos a 3ª sessão de treinos livres, seguida da corrida da superpole e mais tarde, ainda no sábado, a primeira corrida do fim de semana. Já no domingo temos o warm up, a corrida da superpole e depois, para acabar a prova, a 2ª corrida. Apesar de serem apenas doze provas durante o ano, temos um fim de semana bem preenchido.   

Ao entrar em SBK 22…

Ao desenvolver SBK 22, a Milestone focou-se no mais importante: a competição, os momentos em pista. Com isto, as opções de jogo são um pouco limitadas: podemos fazer um fim de semana de corrida onde podemos escolher entre uma só corrida ou o programa completo do fim de semana; podemos ainda fazer o campeonato inteiro ou simplesmente escolher uma pista para fazer voltas cronometradas.

Para além destas escolhas temos ainda o modo online onde podemos criar uma sala ou entrar numa já existente. Não é possível criar campeonatos ou fins-de-semana completos… apenas entrar e correr.

O menu em si, está simples e nada complicado de perceber onde ir para escolher cada um dos modos de jogo. É pena não conseguir criar campeonatos online, seria uma boa aposta como forma de criar uma maior comunidade em torno de SBK 22.

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Por fim, o modo de jogo que acaba ser o mais importante: o modo carreira, que no geral é simples e eficaz. Apresenta-se de forma clássica, onde no início temos que contratar um assistente pessoal para nos ajudar a arranjar contratos. A partir daqui temos que assinar contrato com uma das três equipas para de seguida podermos personalizar um pouco de tudo… desde a roupa, mota ou até o estilo de condução que temos.

Depois deste momento estamos prontos para começar a nossa jornada triunfal (ou não) onde o primeiro contacto que temos com a nossa mota é durante os testes de inverno no, bem conhecido, Autódromo Internacional do Algarve. Aqui temos que trabalhar bastante para conseguir escolher um de três pacotes com diferentes combinações de motor e componentes. Cabe-nos experimentar todas e escolher a que se adequa melhor ao nosso estilo de condução. Agora sim, siga para o campeonato.

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E agora é que vamos começar a nossa jornada triunfal, ou não, em que o primeiro contacto com a nossa mota é durante os testes de inverno no Autódromo Internacional do Algarve. Aqui temos um trabalho bastante importante em mãos: escolher um de três pacotes com diferentes combinações de motor e componentes. Cabe-nos experimentar todas e escolher qual se adequa melhor ao nosso estilo de pilotagem. Para depois iniciarmos o campeonato.

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De curva em curva: a corrida

O jogo tem uma qualidade sonora fantástica, mesmo com as alterações climáticas a entrarem em jogo e quando chove consegue-se ouvir a chuva cair e a bater no asfalto. O barulho da mota é impressionante, principalmente se estivermos com a visão em primeira pessoa e a jogar de headset… a imersão que conseguimos é muito interessante.

Em termos gráficos, o jogo apresenta aquilo que seria de esperar para um jogo lançado em 2022. No entanto, as quedas podiam estar mais realistas, tanto a nível físico como no que toca ao desgaste e ao partir de peças na mota.

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Em termos de jogabilidade temos alguns níveis de dificuldade, mas mesmo no mais baixo não é a coisa mais fácil do mundo. Caso estejam habituados a jogos de simulação de carros, a adaptação não vai ser fácil. As curvas tem que ser dadas de outra forma e o processo de adaptação à mota será, provavelmente, demorado. Imaginem que estão a tirar a carta… após estarem prontos a fazer umas curvas não vão querer outra coisa.

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Considerações Finais

Mão doridas de tanto acelerar e o corpo todo amassado de tanto cair, posso concluir que SBK 22 é uma excelente aposta. O foco está em apresentar corridas imersivas e em mostrar que a adaptação às duas rodas pode ser complicada.

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Penso, no entanto, que o modo carreira seria mais interessante se pudéssemos começar na liga a baixo (SuperSport 300) e após sermos bem-sucedidos aí sim subirmos para a classe principal. A adaptação seria mais fácil e progressiva. Fora isto é um bom jogo e quando recuperar do pulso é sem dúvida para continuar a acelerar.

nota 3
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+ A imersão que o jogo nos transmite durante as corridas
+ Todo o trabalho sonoro feito em SBK 22

– O modo de carreira deveria ser mais completo
– Curva de aprendizagem pode ser acentuada

N.R.: A análise do SBK 22 foi realizada numa PlayStation 5 com uma cópia do jogo cedida pela TNPR

O Future Behind em "Dark Mode"