Session: Skate Sim

Session: Skate Sim – Análise

As minhas memórias sobre skate começam no tempo de escola enquanto via os meus amigos nos intervalos a andar de skate no pátio da escola e a jogar o Tony Hanks na Playstation e, mais recentemente, nos jogos olímpicos onde a modalidade teve a sua estreia no mundo olímpico.

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Foi com curiosidade que entrei no simulador que é Session: Skate Sim, um jogo que foi concebido por e para skater, pelo menos foi esta premissa que a Crea-ture Studios apresentou ao querer fazer algo diferente. Session: Skate Sim é diferente e não tem medo de o mostrar, por isso, se estão habituados a outros jogos de skate esqueçam… o que aprenderam não vai servir de nada.


Uma das principais mudanças está na forma como controlamos o jogo, os analógicos servem para controlar os pés e nos botões a direção ajudam-nos a virar o corpo da pobre alma que vai em cima da tábua com rodas. Para quem está habituado a andar em cima de um skate até pode ter sido uma evolução muito interessante, no entanto, para quem não o faz vai ser uma adaptação muito difícil. Preparem-se, pois é provável que nesse caminho acabe por passar-vos pela cabeça que seria mais fácil deixar o desporto e arrumar o skate de forma a evitar mais um cotovelo esfolado depois de uma queda.

Em Session: Skate Sim podemos percorrer as ruas de três cidades: Nova Iorque, São Francisco e Filadélfia. O mundo aberto permite-nos visitar vários pontos icónicos das respetivas cidades, como parques para fazer grinds nos bancos ou corrimões. Para além de podermos praticar livremente nas cidades temos também missões diárias para fazer, alguns tutoriais e missões que nos vão sendo dada para além das diárias. Acho, no entanto, que falta um pedaço de história para nos prender mais ao jogo, todos sabemos que FIFA é um jogo de futebol e ninguém esperava uma narrativa, mas a verdade é que a história de Alex Hunter deu algo especial aos jogadores.

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A Crea-ture Studios demorou três anos a desenvolver o jogo, mas mesmo assim existem aspectos de Session: Skate Sim que mereciam mais polimento. Textos sem tradução, as quedas que são mais cómicas que outra coisa devido à física que é apresentada para o pobre coitado que anda em cima do skate… seja a cair de umas escadas, de um corrimão ou de um qualquer banco o movimento da personagem parece sempre o mesmo.

A física do jogo apresenta ainda uma fraqueza enorme quando a personagem não consegue levantar o pé para subir para a tábua, e em vez de o fazer anda ali aos pontapés tal e qual fosse uma pedra no chão. Para além deste aspeto mais negativo do título, existiram ainda pedaços de jogo onde as missões apontavam para um determinado local na cidade, mas ao chegar ao ponto nada acontecia, sendo impossível avançar no jogo ou completar as missões afetadas.

Por fim, dar destaque ao que é normalmente visto como um modo de fotografia, mas que em Session: Skate Sim consegue ser um pouco mais, permitindo aos amantes da arte audiovisual não só conseguirem bons frames como também expandirem a arte para o vídeo e assim demonstrar não só a habilidade com o skate, ma também de câmara na mão.

Considerações Finais

Session: Skate Sim é um jogo completamente diferente daquilo que tem sido apresentado dentro do género, no entanto, aparenta precisar de mais uns tempos no forno para que depois possa então chegar ao mercado na sua forma final… na sua forma concluída. Por fi, referir ainda que a curva de aprendizagem para este simulador é acentuada, não esperem entrar na primeira sessão e dominar ao fim de uns minutos… metam horas nisso.

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Espero que o futuro traga melhorias a Session e que com as melhorias apareçam também modos carreira ou história para assim conseguir agarrar jogadores por mais tempo. Apesar de todos os problemas, este Skate Sim consegue ser isso mesmo: um simulador.

nota 3
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+ Nível de realismo do simulador
+ Podermos explorar o mapa sem barreiras
+ Novo modo de controlar o skate

– Curva de aprendizagem demasiado acentuada
– Missões pouco atraentes
– Aparenta ter saído cedo demais

N.R.: A análise a Session: Skate Sim foi realizada numa Playstation 5 com uma cópia do jogo, gentilmente cedida pela UpLoad Distribution

O Future Behind em "Dark Mode"