Steelrising

Steelrising – Análise

Nos últimos anos fomos habituados a ter jogos que partilham as mecânicas de títulos de sucesso, por vezes chamando-lhe clones, ou like. Os rogue like, souls like, neste contexto. Sabemos que quando há um sucesso impressionante de um jogo, nos anos seguintes são lançadas variantes desse mesmo estilo, tentando colar o mais próximo possível ao original e por vezes introduzindo algumas mecânicas novas.

Segue o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

Steelrising é um destes jogos. Tenta trazer o género souls, mas com premissa inicial de uma história alternativa baseados em factos históricos… algo muito interessante.


Drama na corte francesa

A história do jogo é baseada em acontecimentos em França, onde o Rei Louis XVI travou a revolução francesa antes de ela realmente acontecer. E como é que isso aconteceu? Matando toda a gente que o afrontava com robôs steampunk.

Nós somos Ae egis, uma robô criada para entreter e proteger a rainha Marie Antoinette que está salva nos arredores de Paris, mas aborrecida com as decisões do marido que envolvem assassinatos em massa da população. A rainha envia-nos numa missão para tentar resolver a situação em mãos.

Segue o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

Mas calma, porque Ae egis não é uma robô normal… somos uma robô muito avançada, a melhor de todos os robôs criados até então.

Paris, a cidade da morte

Percorremos várias áreas dentro e ao redor de Paris. Mesmo que não seja um mundo interligado como nos jogos souls, os níveis em si são grandes e em certos lugares podemos abrir algumas portas que depois servem de atalhos, ficando dentro do estilo que já conhecemos neste género.

Sendo este tempo durante a altura da revolução, ou tentativa neste caso, significa que Paris está num estado degradado e em pé de guerra. As ruas estão bloqueadas por carroças a arder e barricadas improvisadas, transparecendo o estado de sítio em que a cidade se encontra.

Segue o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

Depois de algumas horas e ultrapassar alguns bosses, Aegis ganha habilidades extra que expandem um pouco as nossas capacidades de movimentação no terreno. Um salto mais comprido para espaços bem maiores, um aríete para partir muros e estruturas débeis e um grappling hook. Tudo para usar em pontos-chave e que podem abrir mais os níveis noutras direções ou, claro está, para apanhar mais loot.


Robôs assassinos

Após terem chacinado a população, as forças automatizadas do rei ainda estão no terreno e não aceitam a intervenção de mais ninguém, ou seja, nós.

Estes autómatos foram criados para realizar vários tipos de trabalho e para além de guardas existem robôs que são lenhadores, talhantes e músicos que se tornaram bastante agressivos com os seus ataques melee. À medida que vamos avançando, encontramos inimigos que o ataque secundário é baseado nos elementos: fogo, gelo ou eletricidade. Gostei do design dos personagens e dos seus ataques, demonstra criatividade ao mostrarem que tarefas faziam na sociedade antes de serem virados contra os revolucionários.

Segue o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

Nos bosses, é o que se espera deste tipo de jogo, maiores que os inimigos normais e com ataques um pouco diferentes, mas ao perceber a cadência dos movimentos de ataque, não são difíceis de derrubar. Mais uma vez, a imaginação na criação destes personagens move-nos em avançar mais um pouco no jogo e descobrir o que vem além.

Guerreiros e dançarinas

Temos várias classes para escolher ao iniciar Steelrising, Dancer, Soldier, Bodyguard ou Alchemist, cada um com as suas habilidades iniciais diferentes. Para além destas diferenças entre rapidez, poder de atordoamento, força, há também muitas armas para escolher.

Entre light, medium e heavy, as armas têm um ataque secundário ou um ataque especial e são bastante variadas entre um chicote de fogo, leques feitos de lâminas, halberds, duas espadas, e todas com o seu estilo diferente de ataque. Escolher a build certa será muito importante na maneira que abordamos Steelrising, em algumas armnas não existem habilidades como defesa ou parry e temos de escolher cuidadosamente como queremos abordar o jogo.


No combate temos de ter atenção à nossa barra de stamina/endurance (neste caso é sobreaquecimento) e os estados elementais que nos podem estragar a estratégia. Para nos ajudar, temos o auto lock nos inimigos que até pode ser útil com um ou dois, mas com mais elementos no ecrã fica confuso na medida que não conseguimos fazer lock no inimigo que queremos rapidamente.

Para fazer upgrade a Aegis temos de localizar um Vestal shrine e gastar a Anima Essence, a nossa moeda de troca pelos bens que angariamos ao matar inimigos. Subir de nível, comprar itens, melhorar armas e melhorar o nosso firmware torna-nos mais velozes e mortíferos. Pena que não possamos fazer fast travel entre estes shrines, o que desencoraja a exploração.

Mas…

Os níveis de Steelrising são bonitos q.b. de olhar. O tema revolução francesa transpira por todos os poros, mas é tudo um pouco inconsistente. O grafismo não é nada do outro mundo, muitas zonas vazias de conteúdo, existem áreas com bastantes inimigos e outras sem nenhum (no caso de querermos fazer grind é difícil dizer-vos onde).

Segue o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

O movimento de Aegis é terrível, lento e as animações demasiado mecanizadas (mesmo que ela seja um autómato) e num souls like o que mais desejamos é que a jogabilidade seja decente. A câmara também não ajuda muito quando estamos em situações apertadas e queremos combater ou fugir.

patreon

Considerações finais

É muito frustrante, não apenas como uma experiência jogável, mas também pelo facto de que Steelrising poderia ser muito mais do que é caso tivesse existido mais atenção ao pormenor.

Segue o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

Há alturas que temos um grande sentimento de vitória ao matar um inimigo, mas não acontece muitas vezes. Não me prendeu porque a jogabilidade não é fluida, não é consistente. Cenários que são muito iguais, outros vazios ou desinteressantes, borram a pintura de outros, em muito pouca quantidade, que despertam de novo a nossa curiosidade no lore, esse sim, um tema interessante.

nota 2
Clica na imagem para mais informação sobre as nossas classificações

+ Tema da revolução francesa

+ O desenho de Aegis e alguns inimigos

 

– Movimentação e animações lentas

– Combate desinteressante sem fluidez

– Aborrecido ao fim de umas horas

N.R.: A análise a Steelrising foi realizada numa PlayStation 5 com acesso a uma cópia do jogo cedida pela UpLoad Distribution.

O Future Behind em "Dark Mode"