Super Magbot

Super Magbot – Análise

Numa primeira impressão, uma olhada desatenta a Super Magbot poderia catalogá-lo como apenas mais um título de plataformas de inspiração retro, indistinguível na enchente de similares que se multiplicam pelas lojas digitais. Seria indubitavelmente uma percepção errada, uma vez que a proposta desenvolvida pela Astral Pixel, ainda que herde o estilo gráfico e sonoplastia da era 16 bits,  rege-se por mecânicas inovadoras, ao eliminar o pilar fundamental do género; não existe um botão de salto. Em contrapartida, são os polos magnéticos que exigirão uma espécie de reprogramação cerebral para que o jogador triunfe na demanda do adorável robô Magbot.

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Magbot, o mestre dos ímanes

Neste universo pixelizado, um malévolo asteroide sedento de destruição torna-se a ameaça primordial e cabe a Magbot travá-lo. É uma narrativa simples e que não pretende intrometer-se entre o jogador e os níveis. O nome deste universo é Magnetia e é daí que se ramifica o tema das polaridades magnéticas. O polo positivo é representado em vermelho, ao passo que o negativo se expressa em azul. Magbot possui a habilidade de manipular ambas as polaridades, podendo dar uso à atração e à repulsão de modo a deslocar-se pelo cenário.

Cada nível assume a sua totalidade no ecrã e por ele distribuem-se pontos pintados de azul e vermelho. Visto que não existe um botão de salto, a interação correta com esses pontos torna-se imperativa. Inicialmente, a utilização dos polos com a respectiva cor é intuitiva. Porém, os níveis aumentam consideravelmente de dificuldade e é exigido ao jogador uma análise exaustiva a cada ponto do cenário

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A ginástica mental acontece quando as plataformas desaparecem, projéteis deslocam-se de todos os ângulos e sobretudo quando necessitamos de utilizar uma propulsão diferente da cor exposta. Por exemplo, um ponto vermelho estampado numa parede exige o polo azul de modo a ganharmos repulsão e elevar-nos à plataforma superior. A nossa intuição leva-nos a premir o polo vermelho, simplesmente pela disposição da cor. Apesar dos níveis requererem precisão (somos encarregues de calcular a trajetória dos movimentos), o grande desafio assenta na constante reavaliação dos polos a utilizar, sem nos deixarmos enganar pelas cores.

Magbot viajará por quatro planetas, cada um representando diferentes desafios. A jeito de exemplo, as superfícies escorregadias diminuem a margem de erro no planeta gelado. Uma das grandes qualidades de Super Magbot é a imaginação impressa em cada nível. Até ao fim do jogo, novas formas de avançar são exigidas. A produtora explora uma vasta variedade de obstáculos e frequentemente estes necessitam de ser abordados mais como enigmas do que plataformas.

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As mecânicas refrescantes são aguçadas por uma direção artística retro e uma banda sonora cativante, embora a inovação não tenha sido aplicada a estes elementos. Sem existir nada de negativo a apontar, é justo dizer que também nada de novo se apresenta.

Considerações Finais

Super Magbot aparece sorrateiramente no mercado e solta uma bem-vinda lufada de ar fresco num género que não tem apostado de forma veemente na inovação. A sua dificuldade elevada realça ainda mais a satisfação após conseguirmos completar cada fase desafiante.

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Talvez não seja o título mais indicado para os jogadores impacientes mas se estiverem preparados para entrar num viciante ciclo de tentativa e erro, este é um jogo essencial.

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+ Um jogo com mecânicas únicas
+ Design de níveis fantástico
+Banda sonora com potencial de nos fazer cantarolar

-Não é recomendável a jogadores impacientes

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N.R.: A análise a Super Magbot foi realizada numa Nintendo Switch, com acesso a uma cópia do jogo, gentilmente cedida pela Team 17.

O Future Behind em "Dark Mode"