Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder's Revenge

Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge – Análise

Nos anos noventa era um frequentador assíduo das salas de jogos da minha pacata cidade. As arcadas eram a minha perdição e principalmente aquelas que tinham jogos beat-em-up: Cadillacs and Dinosaurs, The Simpsons, X-Men, a lista era longa. Mas não se deixem enganar por este relato romantizado. Eu não jogava. Via durante horas outros a jogar e esquecia-me dos recados da mãe, das horas do autocarro, dos horários das refeições… Aquelas danças sincronizadas entre manípulos e botões fascinavam-me como apreciador e de um jovem que tinha bem noção das suas limitações. Outra dessas arcadas era Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time, que era conhecida pela sua dificuldade e pelas personagens adoradas de todos, isto quando a série animada passava nos poucos canais portugueses.

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As tartarugas falantes passaram depois para as consolas Nintendo e assim eu e os meus amigos começamos a tirar o verdadeiro partido desta experiência caótica e super divertida que é o multiplayer do sofá.

Quando foi anunciado pela Tribute Games Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge o meu coração nostálgico rejubilou. Resta saber se há coisas que ficam melhor guardadas no cantinho da memória ou se o revivalismo bem feito veio para ficar…

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Heróis de casca dura

O amor que foi posto na produção de Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge é inegável: parece claramente uma versão moderna do que se jogava nas arcadas, com as quatro tartarugas cheias de personalidade, o mestre Splinter, a irreverente April O’Neill e ainda o tresloucado Casey Jones, este como personagem desbloqueável. A arte retro pixelizada, a música original e recuperada dos jogos originais, dois modos divertidos de jogo e a vertente online que funciona muito bem, conseguindo agregar até seis jogadores no multiplayer local são pontos muito positivos para esta obra. O caos está garantido e a diversão também!

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Pode concluir-se que a experiência dos beat-em-ups de outrora está cá toda fielmente reproduzida. O estilo artístico e a música parecem ser saídos de uma sala de arcadas que tivesse renascido no meu tempo. Temos Mike Patton no tema de abertura e ainda rappers icónicos com Ghostface Killah e Raekwon a representar toda a cultura de rua que ecoa nas ruas e locais de uma Nova Iorque cheia de “Cowabunga!”.

Nostalgia evoluída

Em Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge todas as personagens oferecem diferentes tonalidades de jogo, embora pareçam todas iguais, baseando todo o seu movimento a dois botões: atacar e saltar. O que é certo é que todas têm pontos fortes e fracos como o alcance, a força e a velocidade e isso apresenta alguma nuance na forma de abordar cada sessão de jogo. Todos têm ataques aéreos, dashes, deslizes e ataques especiais personalizados que consomem barras de poder que se vão acumulando ao criarmos longos combos, sendo verdadeiramente destrutivos. Há ainda a possibilidade de atirar os inimigos contra o ecrã da nossa televisão! Todos têm animações específicas para cada golpe ou ação e isso cria vontade de experimentar todas as personagens. Cada um dos nossos heróis escolhidos fazem com que a estratégia de ataque, apesar de não ser decisiva, possa aqui acrescentar valor ao jogo.

Modo Arcade ou História?

O modo história é a forma mais moderna de desfrutar da companhia dos nossos heróis do submundo. É também a mais fácil, com um enredo frágil, mas que apresenta uma beleza retro e um pouco de humor entre níveis através de imagens.

É possível irmos evoluindo as nossas personagens, desbloqueando mais pontos de saúde, vidas extra ou ainda novos ataques especiais.

Mesmo após ultrapassados, é possível repetir os níveis neste modo história para encontrar itens perdidos que algumas personagens menos conhecidas da série nos pedem para encontrar, como cassetes de vídeos, jornais ou até bichos… Há também uma série de objetivos pré-definidos para cada nível, como, por exemplo, completar o mesmo sem sofrer qualquer dano, que podem apresentar alguma repetibilidade. Se por alguma razão não estiverem a conseguir realizar alguns destes desafios, podem trocar de personagem em qualquer altura.

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O modo Arcada é mais para os puristas do género que apreciam um desafio mais complexo. Um número limitado de vidas e continues e é tentar ultrapassar os mesmos níveis, algo que é extremamente difícil, principalmente se elevarmos a dificuldade de jogo para “Gnarly”. Mas nunca se torna demasiado frustrante e pede sempre mais uma tentativa, mais um jogo. E com amigos, esta obra promete fazer voar as tardes de verão que se aproximam.

Se não gostam de ter gente em casa porque vos bebem toda a cerveja, o multiplayer é para vocês; até seis jogadores online podem tornar o jogo confuso, mas isso é metade do gozo! O jogo adapta-se relativamente bem, sem grandes perdas de ritmo ou de falhas visuais. É bastante fácil conseguir entrar num jogo com completos estranhos e é assim que deve ser jogado, em partilha do caos, glorioso caos.

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Considerações finais

Confesso que não estava à espera de me divertir tanto com Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge. A nostalgia podia ter tido um efeito nefasto na minha reação. O que é certo é que este jogo é uma quase perfeita carta de amor dos jogos da minha juventude, mas acrescentando novidade suficiente para ser admirado por malta mais nova.

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Se nutres carinho pela franquia, por ação frenética, banda sonora viciante e por jogos que possas partilhar, Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge é aquilo que precisavas. Parafraseando Raphael, este jogo é “totally tubular, dude”.

nota 5 recomendado
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Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge traz do passado tudo aquilo que nos fez adorar beat-em-ups .


+ Dois modos divertidos
+ Arte pixelizada e música viciante
+ Modo co-op e multiplayer

– Sem cross-play
– Poucos níveis

N.R.: A análise a Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge foi realizada num PC com uma cópia do jogo cedida pela Cosmocover.

O Future Behind em "Dark Mode"