A febre dos jogos estilo Metroidvania está aqui para ficar após grandes sucessos como Hollow Knight: Silksong, Blasphemous, e Axiom Verge. God of War: Songs of Sparta, sai na altura certa para acompanhar esta onda.
Com um estilo audiovisual mais “Retro”, esta nova entrada de uma saga bastante amada deixa algumas questões sobre a sua identidade.
Adolescentes Espartanos
Sem sombra de dúvidas que este jogo é para os fãs da história de God of War. Poder experienciar a adolescência de Kratos e do seu irmão Deimos antes de todo o caos que bem conhecemos, é algo que muita gente vai apreciar. Mas será que a forma que isso nos é apresentado é a melhor?
O jogo começa com o Kratos adulto a contar as aventuras do seu passado à sua filha Calliope. Estas histórias serão então controladas por nós. Se alguma vez se perguntaram como terá sido a juventude de Kratos antes de se tornar o deus que conhecemos, este é o jogo ideal para vocês. Será que a Calliope gosta de ouvir sobre todas as melhorias que fizemos à nossa lança?
Escudo e Lança
Se gostam de Metroidvanias, sabem exatamente o que esperar daqui. Várias zonas inacessíveis para voltar mais tarde com objetos ou habilidades novas, melhorias para o Kratos e a sua arma, fogueiras para guardar o jogo que fazem “reset” aos inimigos, e por aí fora.
Estamos então equipados com uma lança e um escudo, e com este mesmo podemos defender-nos e contra-atacar. Os contra-ataques são bastantes fluidos e satisfatórios, mas o mesmo não se pode dizer quanto à Lança e o resto do combate. Ao atacar com a lança, não se sente o impacto que ela tem no inimigos. Todos os inimigos têm o mesmo “peso” e a reação aos nossos ataques é quase nula. Claro que com melhorias, as coisas ficam mais interessantes, mas nunca o suficiente para elogiar o combate deste título. Sente-se falta de atenção ao detalhe no combate de uma franquia tão popular pelo mesmo.



A exploração e os puzzles é onde a coisa melhora um pouco. As várias zonas têm as suas próprias características e desafios, tal como um área tipo pântano com ar venenoso, onde temos que desbloquear uma ferramenta que nos permite atravessar este perigo. Estas zonas trazem diversidade ao ambiente e bastante charme, especialmente com os belos visuais “Retro” com um toque moderno, criados pelos Mega Cat Studios e Santa Monica Studios.
Neste aspeto, God of War: Sons of Sparta infelizmente não se destaca comparando com outros jogos do mesmo estilo.
Reciting from memory
Nós jogamos o jogo completamente em Português de Portugal. Ora, seja devido a possíveis datas apertadas ou simples falta de atenção, a verdade é que esta tradução não é a melhor da Sony Portugal. Partes das legendas estão em Inglês (exemplificado em baixo), ou mesmo a mistura de áudio das vozes não estar equilibrada. Isto foi um problema recorrente ao jogarmos este título na nossa língua materna. Por vezes a voz do Kratos era bastante mais alta que a voz do Deimos, e vice-versa. Testámos isto numa Televisão, num sistema de som, em remote play, e também mexemos nas definições de áudio do jogo e nada disso resolveu esse problema. Se querem jogar em Português, aconselhamos a esperar por uma atualização.


Quanto à dobragem em si, fizeram um ótimo trabalho. Carolina Salles é Calliope, filha de Kratos, e este mesmo representado por Ricardo Carriço durante a narração da história e com André Raimundo a fazer a sua versão adolescente durante a ação. José Lobo representa Deimos. Com este elenco ficamos colados a esta história que este God of War: Sons of Sparta nos entrega.
Considerações Finais
Se são fãs da história de God of War e querem saber mais, este jogo é uma recomendação mais que óbvio. Se são fãs de Metroidvania, embora existam melhores jogos do género, achamos que é uma opção bastante razoável e divertida o suficiente para valer a pena o vosso tempo. Se não gostam de metroidvanias e não querem muito saber da história de God of War, apenas do combate… se calhar este não é para vocês.
No geral, é um God of War bom. Como jogo, na sua essência, é apenas razoável. Pelo preço que é, talvez valha a pena para alguns… se bem que existem outros títulos Indie do mesmo gênero que estão melhor trabalhados, por um preço mais barato.


