Confesso que ainda me lembro de abrir o Destiny 2 depois da chegada de Beyond Light e de perceber que a campanha de The Red War, aquela com que tinha começado a minha aventura como Guardião, tinha simplesmente desaparecido. Dois anos depois foi a vez de Forsaken, que para muita gente (eu incluído) é das melhores coisas que a Bungie alguma vez fez. Pois bem, essas campanhas vão voltar. A má notícia? Vamos ter de esperar bastante.
Num novo blog a que chamou Bungie Community Update, publicado na quinta-feira, dia 29 de outubro, a Bungie explicou finalmente como vai funcionar o regresso dos conteúdos retirados do Destiny 2, a famosa saída do “cofre”. Segundo o artigo oficial da Bungie, o projeto está neste momento em pré-produção, uma fase de “prova de trabalho” que deverá durar até janeiro ou fevereiro de 2027. A partir daí, o estúdio estima cerca de 12 meses de produção a sério. Feitas as contas, o mais cedo que podemos esperar estes conteúdos é no início de 2028.
Destiny 2: o que volta primeiro
Para quem não acompanhou, foi em setembro que a Bungie prometeu reavivar Destiny e recuperar campanhas, destinos e raids que tinham ido para o arquivo. Agora já sabemos por onde vai começar. Segundo Josh Deane, Head of Product do estúdio, a primeira fase, disponível para todos os jogadores, inclui:
- Campanhas: The Red War, Curse of Osiris, Warmind e Forsaken.
- Strikes: todas as que chegaram com estas expansões.
- Raids e Raid Lairs: também das mesmas expansões.
- Menagerie: a atividade volta com as recompensas originais, um pedido antigo da comunidade.
Há depois uma lista de “objetivos extra”, que podem chegar no lançamento ou mais tarde: os destinos de exploração livre, com eventos públicos, Lost Sectors e Escalation Protocol, as atividades sazonais desde o Sundial (Temporada 9) até The Coil (Temporada 23), atualizações às armas das raids e ainda mapas de PvP. Por fim, há coisas que, para já, não têm caminho de regresso, como as missões de história das temporadas, o mapa de Gambit Kell’s Grave ou espaços sazonais como o Eliksni Quarter. Ou seja, nem tudo vai sair do cofre.
Destiny Legacy e um projeto secreto
A parte mais curiosa do blog vem no fim. Para além do regresso dos conteúdos, a Bungie fala de uma “celebração” dentro do Destiny 2, com novas atualizações que vão além de Monument of Triumph, e de um projeto chamado Destiny Legacy. Segundo Josh Deane, “a nossa épica jornada começou há mais de uma década, e a experiência completa tem de vos chegar onde jogam hoje”. Não, ninguém disse Destiny 1 nas plataformas atuais, mas é difícil ler isto de outra forma. Há ainda um terceiro projeto, totalmente censurado, apenas com a mensagem “We’re back”. Subtil.
Ambos devem receber novidades em fevereiro, mês em que a Bungie aponta a próxima grande comunicação sobre Destiny. Até lá, o estúdio deixa um aviso claro: não esperem um anúncio de Destiny nos The Game Awards deste ano. Como lembra a GamesRadar+, a própria Bungie admite que “o tempo não é nosso amigo” e que estes projetos ainda estão numa fase em que podem não chegar a lado nenhum.
E o Marathon?
O Marathon continua a ser a outra grande aposta do estúdio, e quem leu a nossa análise ao Marathon sabe que o jogo ainda tem muito para provar. A Bungie confirma que a atualização Symbiosis chega em dezembro, com nova atualização prevista para março, e Josh Deane chega a dizer que nada ajudaria mais o futuro de Destiny do que o Marathon tornar-se sustentável. Sem pressão, portanto.
Para mim, isto é uma boa notícia com um travão de mão bem puxado. É ótimo ver a Bungie a admitir que o cofre “quebrou a confiança” da comunidade, mas mais de um ano de espera para voltar a jogar campanhas que já tínhamos comprado custa a engolir. Vá lá, ao menos desta vez há um calendário.
Destiny 2, desenvolvido e publicado pela Bungie, está disponível gratuitamente para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X | S, Xbox One e PC.

