Super Mario Galaxy 1+2

Super Mario Galaxy 1+2 – Análise

Feliz aniversário, Mario! Setembro de 2025 marcou o início das celebrações que durarão um ano, comemorando o 40.º aniversário do Super Mario Bros. original na NES, e a Nintendo deu início às festividades ao relançar duas das maiores aventuras da história do canalizador mais famoso do mundo: Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 (disponíveis juntos numa edição física, individualmente ou em conjunto em formato digital na Nintendo eShop através de Super Mario Galaxy 1+2). Infelizmente, para além de tornar novamente acessíveis estes clássicos incontestáveis pela primeira vez em anos, há pouco mais a destacar nesta reedição bastante simples.

Mesmo assim, estar disponível já é algo digno de nota. O primeiro Galaxy foi brevemente relançado na Nintendo Switch original como parte da coleção Super Mario 3D All-Stars, que, em 2020, celebrava o 35.º aniversário de Mario e que reunia Super Mario 64 da N64, Super Mario Sunshine da GameCube e Super Mario Galaxy da Wii. No entanto, esteve à venda apenas durante seis meses antes de ser retirado das lojas e da eShop, o que gerou conversa, especialmente pela ausência de Galaxy 2 e pela brevidade da sua disponibilidade (algo que nunca entendi por parte da Nintendo). Este novo relançamento marca a primeira vez que ambos os títulos escapam da agora obsoleta Wii.

Felizmente, ambos os jogos continuam excelentes como nos lembramos na altura, e é ainda melhor quando os jogamos seguidos, já que dá para notar todas as pequenas melhorias e novas ideias que se transpuseram de um para o outro.

Isso é uma grande vitória tanto para os fãs que regressam como para os novos jogadores, já que a importância destes jogos representam muito para a personagem e para a própria Nintendo. Apesar de ser a terceira aventura 3D da série, Super Mario Galaxy foi revolucionário, com uma mecânica de plataformas com gravidade variável que permitia a Mario correr à volta de pequenos planetas e saltar entre mundos aproveitando as diferentes forças gravitacionais. Funcionava bem com os controlos por movimento da Wii (eu nunca fui o maior fã, mas percebi a intenção) e teve tanto sucesso que originou Super Mario Galaxy 2, até hoje, o único jogo 3D de Mario com uma sequela direta.


Semelhantes, mas diferentes

Ambos os jogos continuam atuais mesmo tantos anos depois do seu lançamento, mesmo que a sua semelhança se note mais agora. O primeiro título está mais próximo do espírito de Super Mario 64, repetindo níveis para caçar Power Stars, enquanto o segundo oferece uma progressão mais linear, mas com desafios muito mais criativos e com menos repetições. Ambos incluem novas habilidades e transformações: o primeiro apresenta Bee Mario, Boo Mario e Spring Mario, enquanto o segundo introduz os poderes Cloud e Rock, todos eles usados de forma super criativa em alguns dos mundos mais espetaculares que a Nintendo já criou. Galaxy 2 foi mais além, trazendo de volta Yoshi, o nosso fiel dinossauro, que Mario pode montar. A sua língua gigante permite devorar inimigos ou usá-los como impulso, e Yoshi também conta com as formas Dash, Blimp e Bulb, cada uma com habilidades únicas para a nossa progressão ser mais facilitada.

Entra o Pro Controller

Embora os jogos tenham sido feitos de raiz para as caraterísticas do comando Wii Remote e Nunchuk, a adaptação para os Joy-Con da Switch ou Switch 2 é perfeita, bem como com um comando tradicional, o Pro Controller. Em certos aspetos, esta opção é até melhor, pressionar “Y” para executar o ataque que Mario rodopia é mais fiável do que abanar o comando, mas tem algumas particularidades. Os comandos de movimento continuam a ser usados para guiar o cursor no ecrã (necessário para apanhar os Star Bits largados pelos inimigos ou apontar a língua do Yoshi em Galaxy 2), e isso requer alguma habituação. Mas uma coisa é durante o jogo, e parece-me estranho que os menus de ambos os títulos ainda precisem o uso do cursor. Basta o mais leve movimento do comando para que o cursor saia do sítio do que se está a tentar selecionar com os botões.

Para mim é ótimo jogar com o Pro Controller de maneira mais tradicional. Controla-se perfeitamente bem e para fazer reset à posição do cursor por movimentos é só carregar no “R”. Fácil e sem confusões.

Podia ser ainda melhor

Para além da adaptação dos controlos à Switch, esta reedição é extremamente minimalista relativamente ao seu conteúdo adicional, já tradicional em lançamentos deste tipo. Foi adicionado um modo assistido, semelhante ao de Super Mario Odyssey, que dá a Mario mais saúde e impede quedas em buracos negros, e o livro de histórias de Rosalina traz conteúdo extra no primeiro jogo e é uma novidade no segundo. Há também um suporte simbólico para figuras amiibo, que desbloqueiam itens e em termos de jogabilidade, é praticamente tudo, o que não é muito.

Ao menos este pacote tem melhor desempenho no aspeto visual. Embora esteja longe de ser uma remasterização completa, ambos os jogos apresentam texturas melhoradas e resoluções superiores (720p em modo portátil / 1080p na dock na Switch, e 1080p portátil / 4K na dock na Switch 2, melhorias bastante boas em relação aos originais da Wii), e parece-me que algumas cinemáticas foram renderizadas novamente em alta definição. Uma melhoria bem-vinda e esperada, mas mesmo assim parece que foram feitos trabalhos mínimos.

Mas do design gráfico não nos podemos queixar. Estes jogos são lindíssimos, dos melhores senão os melhores no género e é um gosto voltar a jogá-los.

Um dos maiores destaques que justificam este projeto comemorativo é a inclusão da banda sonora completa de cada jogo, acessível a partir do menu de cada título. Não é a forma mais prática de ouvir as músicas em segundo plano, mas é agradável ter aqui a coleção completa de 154 composições.

Considerações finais

Como jogos, Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 continuam a ser aventuras quase perfeitas da Nintendo, e merecem as notas perfeitas quando foram lançados. No entanto, como pacote comemorativo, especialmente um que celebra o 40.º aniversário de Mario, fica a faltar algo que realmente entusiasme. O preço também é alto, mas sempre depende do amor por estes títulos, 39.99€ cada um separadamente e 69.99€ o pacote completo na e-Shop, o que para alguns pode ser um motivo para comprarem em formato físico que costumar ter algumas promoções.

Ainda assim, e para quem é aficionado por Mario e não jogou os originais, este pacote é um produto obrigatório.

nota 4

+ Dois jogos perfeitos
+ Melhoria de texturas e resoluções
+ Banda sonora

– Como pacote comemorativo houve pouco esforço no produto