A Plague Tale: Innocence

O que Pass(a) no Xbox Game Pass #3: A Plague Tale: Innocence

2020 e 2021 estão completamente soterrados na crise pandémica. Muitos e muitos de nós tentamos encontrar uma saída desta temática que invade o nosso dia-a-dia nos videojogos que, alegremente, correm nas nossas consolas, PCs, smartphones… onde for.

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No entanto, há experiências que, mesmo que possam evocar uma temática semelhante, merecem ser jogadas pela experiência que nos traz. É desta forma que vos convido, esta semana, a viajar comigo até França, durante a Idade Média, em A Plague Tale: Innocence.

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Contemplativo, mas aterrador.

Assumimos o papel de Amicia, uma adolescente cuja vida muda por completo numa questão de horas: de jovem feliz com a sua família e cão, até órfã em fuga da Inquisição, com um irmão mais novo à sua guarida.

A Plague Tale: Innocence investe muito na componente narrativa, em detrimento de uma experiência mecânica mais aberta: este é um jogo que quer que tomem atenção a todos os detalhes construídos com o propósito de vos transportar, de forma imersiva, para uma época medieval, manchada pela ignorância, intolerância religiosa e pelo medo do desconhecido.

Estes elementos são-nos comunicados através das mecânicas associadas a Amicia. Naturalmente, somos uma adolescente absolutamente normal, o que significa que não temos qualquer chance num combate contra adultos: qualquer embate significa a nossa morte imediata.

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Para além de nos obrigar a, empaticamente, sentir de forma mais intensa o stress e pânico numa situação de consequências altíssimas, leva-nos a desvendar vários puzzles mascarados de sequências stealth onde, através dos objectos à nossa volta, precisamos de conseguir abrir o espaço suficiente para prosseguirmos no nosso caminho.

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Os cantos recônditos escondem recompensas… e boas fotos.

Esta linearidade permite-nos, ainda, criar mais intimidade com Amicia enquanto personagem, levando-nos a, mais do que interpretar as nossas vivências na sua figura, seguir o seu caminho e garantir, não só a sua segurança, como a de Hugo, o nosso irmão mais novo.

Precisamos, ao longo do jogo, de o proteger, seja através de lógicas simplificadas de escolta – podemos pedir a Hugo para ficar num local para abrirmos o caminho à sua passagem – ou em secções de fuga ou combate. Vamos apanhando vários materiais que nos permitem melhorar a nossa fisga e, mais para a frente, construir diversos tipos de munição para resolvermos melhor os puzzles.

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Mas no fim do dia, são as pessoas que vivem esta Praga que trazem o tempero necessário para tornar A Plague Tale: Innocence um prato com mais sabor que a sua origem modesta poderia transmitir.

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A vida do povo francês não é fácil.

Seja Amicia e Hugo, dois irmãos que aprendem, através das dificuldades que a vida lhes foi colocando no caminho, sejam os membros do povo, com vidas humildes, modestas, a tentarem manter a sua sanidade durante uma pandemia, seja o clero, preconceituoso e de negação à ciência que se estava a tentar desenvolver para resolver a doença.

Todas as personagens com que nos cruzamos têm uma palavra e, principalmente, um papel a desempenhar. É desta forma que a Asobo Studio urde uma narrativa bastante sólida e focada em todos os beats, do início ao fim, sem distrações nem exageros.

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Para além destes pontos positivos, A Plague Tale: Innocence recebeu, ainda, um update gratuito para a Xbox Series X | S, através da Smart Delivery: só precisam de instalar o jogo e já está. Por isso, se procuram uma aventura narrativa bem construída, com excelentes gráficos e apresentação, podem encontrar A Plague Tale: Innocence disponível no Xbox Game Pass para Consola e PC.

O Future Behind em "Dark Mode"