Sugestões da semana – Videojogos #18

Hoje a introdução é na primeira pessoa. Eu (André) não tenho jogado muita coisa, mas recentemente consegui adquirir uma GeForce RTX 3060, o GPU de entrada de gama que me dá os raios todos. Por isso, se hoje vos deixo com as sugestões e recomendações de alguns dos meus colegas, bem que se podem preparar para começar a ter sugestões de videojogos para PC… há que aproveitar o brinquedo novo.

Por fim, contem lá, o que é que têm andado a jogar por aí?

Tiago Marafona

Esta semana não joguei muitos videojogos, nem sequer o que joguei deu para encher de dezenas ou centenas de horas de jogo, mas verdade seja aqui dita: To The Moon encheu-me o coração, emocionou-me e conquistou-me por completo. Portanto, eis a minha sugestão desta semana.

Sim, é verdade, To the Moon é um jogo simplíssimo, feito com engine RPG Maker, foi das experiências mais recentes que mais me conseguiram apegar em pouquíssimo tempo de jogo. O trabalho de excelência deve-se essencialmente ao multifacetado Kan Gao – desginer, compositor e escritor, que produziu um clássico intemporal, que não ficar nada mal se fosse directamente para as páginas de um livro, onde certamente daria um excelente romance.  

To the Moon é dotado de uma estrutura narrativa que acaba por suplementar de uma forma fantástica toda a jogabilidade simples, fazendo rapidamente passar para segundo plano o visual minimalista, claramente inspirado em RPGs clássicos da era 16-bits. O que também encaixa que nem uma luva em todos os momentos do jogo é a banda sonora, que também entra directamente para uma das melhores bandas sonoras que se pode recomendar a qualquer pessoa caso pretenda ouvir de forma isolada.

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Os anos vão passando por To the Moon e infelizmente, ou felizmente, só agora é que tive a derradeira oportunidade de me cruzar com ele e terminá-lo de uma vez só, mas julgo que acabou por ser no momento certo, pois aquilo que me fez sentir em meia dezena de horas, já me fez estudar uma jornada para breve da sua sequela directa – Finding Paradise e talvez num ou noutro furo, ainda embarque em A Bird Story que pertence ao mesmo universo de ambos.

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Armando Sousa

Na passada quinta feira, dia 27 de maio houve uma enchente de informação relativamente a alguns jogos ou franchises que já não ouviamos falar há algum tempo, Sonic, Far Cry 6, Dying Light e Horizon Forbidden West.

Assim, as minhas sugestões desta semana são um reviver do que acho destas franchises e os melhores jogos que joguei dentro das mesmas, neste caso na de Sonic e Far Cry.

Sonic Mania é o meu jogo de eleição quando a nostalgia chama para conviver com o ouriço azul. Com remisturas dos mais icónicos níveis dos jogos 2D, traz uma lufada de ar fresco a quem já está cansado dos videojogos antigos. Novos inimigos, níveis e banda sonora remisturada também, é um jogo a ter em conta para quem não gosta muito dos jogos mais recentes em 3D, como eu.

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A Ubisoft tem tido, o meu ver, alguns altos e baixos com Far Cry. O meu preferido foi Far Cry 4 pela variedade de cenários que podíamos explorar nos Himalaias, mas o que a série perde para mim é a história sempre muito semelhante e fica sempre para segundo planos nas minhas jogatanas. Far Cry 5 arriscou um pouco mais ao incluir os motivos religiosos de seitas no coração dos Estados Unidos, mas o que me move é a contínua exploração que nos é permitida e que nos faz arriscar mais. Em Far Cry 6, honestamente parece-me mais do mesmo no que foi mostrado, mas com grande foco no crafting de armas totalmente descabidas como a Macarena gun.

Quando falamos de zombies pensamos logo em Resident Evil, Dead Rising e muitos outros videojogos que foram surgindo no sucesso dos títulos da Capcom. Um dos meus preferidos e de que não estava nada à espera foi Dying Light, lançado em janeiro de 2015 e que ganhou uma tração impressionante já que nessa altura não se lançavam grandes videojogos. A Techland tinha trabalhado no primeiro Dead Island e depois focaram-se neste jogo.

Posso dizer que adorei Dying Light, Não esperava porque já estava cansado de zombies e também não me inspirava confiança ser em visão de primeira pessoa e ter elementos de parkour, que se não estivesse bem feito, podia estragar a jogabilidade. Mas o jogo é impressionante. Boa história, missões secundárias decentes e a maneira que construimos armas bastante estranhas, aliada à nossa excelente capacidade de atravessar os mapas, faz com que queiramos chegar sempre mais além, já que a exploração para obter loot, é um dos chamativos do jogo. Se ainda não jogaram, experimentem que não se vão arrepender.

Por fim, e não tenho muitas palavras para este jogo, mas Horizon Zero Dawn é um dos meus jogos preferidos. Um excelente e lindíssimo rpg de ação num futuro pós-apocaliptico em que temos de batalhar dinossauros robóticos. Há melhor?

Todos estes videojogos estão a um preço simpático e com conteúdos adicionais incluídos e que vos dão várias horas de entretenimento, todos são de géneros diferentes e experimentem se ainda não o fizeram.

Até para a semana!

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Paulo Tavares

Numa sociedade habituada a ter tudo de imediato, a não saber esperar pelas coisas boas que a vida nos pode proporcionar se tivermos um pouco de paciência, surge aqui o cota a falar do mítico comando LOAD””. Desconhecem a origem? Normal, temos que recuar algumas décadas para um mundo dos videojogos que era feito de computadores arcaicos, cassetes e paciência. Muita paciência. O mundo do Spectrum foi o meu contacto com este mundo que ainda hoje me encanta. Um 128K, o modelo que trazia um leitor de cassetes incorporado, topo de gama. Televisão a preto e branco que ganhava pó num canto de uma sala dos meus avós.

Cassete rebobinada, comando inserido e começava a espera, com sons robóticos que ainda hoje em dia me aparecem em sonhos, durante largos minutos. Carregava primeiro a imagem que servia de poster ao jogo, que me eriçava os pelos do pescoço. Era uma imagem simples, que mostrava um carro pixelizado com letras garrafais: Formula 1.

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O objetivo era simples: levar uma equipa ao sucesso, com uma série de variáveis que nos punham a tomar decisões como que tipo de pneus usar, estratégias de boxe, apostas em quem ia ganhar, desenvolvimento de condutores e carros… Uma delícia para um puto obcecado com aquelas máquinas rápidas e furiosas. O jogo mostrava apenas a linha de chegada, com um monitor onde nos eram mostradas as classificações e diferenças de tempos entre os primeiros. O som que os carros emitiam era bastante irritante e habituei-me a jogar sem som. Na parte debaixo do ecrã iam aparecendo os percalços de qualquer corrida: idas à boxe, acidentes, lesões nos pilotos, escorregadelas que não faziam perder tempo. Enfim, um mundo de informações que me transportavam para dentro daquele pequeno monitor a preto e branco.

O amor pelo circo motorizado esmoreceu bastante, mas o que o estimulou pela primeira vez continua guardado no meu coração de puto. Só podia recomendar esta memória de trinta anos. Spectrum rules! Mas tenham cuidado com o rebobinar das cassetes… Fitas frágeis!

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