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Google quer mudar a forma como criamos videojogos com IA

A Google entrou oficialmente na corrida pela criação de videojogos através de inteligência artificial. A empresa apresentou o Playground, uma nova plataforma que permite transformar simples comandos de texto em experiências jogáveis, sem exigir conhecimentos de programação. A ideia é simples: o utilizador descreve aquilo que pretende criar e a inteligência artificial trata de transformar essa ideia num jogo. Depois, é possível experimentar o resultado, jogar offline e partilhá-lo através de um link.

O Playground pretende, desta forma, aproximar a criação de videojogos de pessoas que normalmente não teriam acesso às ferramentas tradicionais de desenvolvimento. Em vez de aprender programação ou dominar motores gráficos, basta explicar à IA o que se quer construir. Mas a Google vai mais longe. A empresa está também a trabalhar com a Unity numa tecnologia chamada Unity Spark, que deverá permitir criar experiências tridimensionais através de comandos de texto e utilizar conteúdos disponíveis na Unity Asset Store.

A tecnologia poderá abrir novas possibilidades para jogadores, artistas e criadores independentes que têm ideias para jogos, mas não possuem conhecimentos técnicos para as concretizar. A IA poderá assumir parte do trabalho mais complexo, permitindo transformar conceitos em protótipos funcionais muito mais rapidamente. A aposta não deixa, contudo, de levantar questões dentro da indústria, sobretudo relacionadas com direitos de autor, utilização de conteúdos e o impacto da inteligência artificial no trabalho de programadores e artistas.

Ainda está por provar se estas ferramentas conseguirão ultrapassar a fase de experiências simples e chegar ao desenvolvimento de jogos verdadeiramente complexos. A Google acredita que o futuro da criação de videojogos poderá começar com uma frase escrita numa caixa de texto, em vez de milhares de linhas de código.