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Sugestões da semana – Videojogos #22

Estamos de volta para mais uma semana de sugestões no mundo dos videojogos. Neste espaço, parte da equipa do Future Behind partilha convosco o que andamos a jogar, mas acima de tudo, o que acreditamos que não devem perder.

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Desde viagens ao passado através de versões remasterizadas até jogos para os amantes de desporto, esta semana temos de tudo um pouco. Por fim, deixamos ainda uma questão: já pegaram em alguma das nossas sugestões? E se o fizeram, o que acham do jogo e qual foi?

rating recomendado

Tiago Marafona

Esta semana proponho-vos uma viagem até ao passado, com visuais modernos. Como? A resposta é simples: Alex Kidd in Miracle World DX.

O meu colega de equipa Paulo Tavares já fez questão de demonstrar a sua apreciação do regresso de Alex Kidd – personagem icónica para muitos jogadores que viram a indústria do entretenimento eletrónico crescer na década de 1990, mas a minha proposta para a sugestão desta semana vem reforçar para a aquisição deste regresso a Miracle World, que vem com novos gráficos, jogabilidade revista, animações reformuladas, novos níveis. Ah, e a música também recebeu alterações, estando incluídas novas músicas e um notável vasto trabalho de remasterização de todas as melodias do jogo.

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Para os mais saudosistas, Alex Kidd in Miracle World DX traz ainda a possibilidade de jogar com os visuais originais, disponível no Modo Retro, que remota automaticamente os jogadores para recordar a proposta original em 8 bits. Não é um jogo de larga jornada, mas a sua dificuldade vai tornar cada sessão de jogo intensa para contrabalançar com a ausência de horas de jogo.

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Franscisco Schai

Revisitar títulos que nos encantaram em tempos idos pode ter resultados paradoxais. Deixamos as lentes nostálgicas ditar-nos o julgamento ou enfrentamos os jogos por aquilo que realmente são, abatendo qualquer potencial filtro que tenhamos construído através de memórias? Ao revisitar God of War, o original que deixou a sua marca em 2005, fiquei satisfeito por descobrir que as lentes nostálgicas não desabaram num estilhaçar de desilusão. A Magnus Opus de David Jaffe continua a ser, a meu ver, uma tragédia grega em formato de videojogo. Antes de ser tornar uma caricatura de si mesmo nas subsequentes sequelas ( que é como quem diz, um homem tão iracundo que se torna quase hilariante), Kratos é aqui um protagonista complexo, mergulhado nas artimanhas da sua mente após os actos terríveis perante a sua família. A cutscene inicial cedo invoca o tema dos seus remorsos permanentes e a submissão que o encarcera à mercê dos deuses.

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O jogo em si, representou uma resposta às críticas japonesas que acusavam o ocidente incapaz de criar bons sistemas de combate e embora God of War não seja tão refinado e complexo como um Devil May Cry ou Ninja Gaiden, a qualidade do seu loop de combate continua interessante. A luta contra a colossal Hydra e as suas persistentes cabeças está à frente do seu tempo, fazendo a velhinha Playstation 2 suar. Kratos não deixa a sua criatividade em mãos alheias na hora de enviar as infelizes criaturas mitológicas de volta ao submundo. Os Quick Time Events não se sentem intrusivos e adicionam uma camada cinematográfica à explosão de carnificina digital. Os puzzles são equilibrados ao nível de desafio, o combate é fluído e a história é coesa. As memórias sincronizam-se à experiência que tive novamente com o jogo, incluindo os momentos embaraçosos em que não queremos que ninguém entre na sala  devido ao ‘método’ de obtenção de orbes vermelhos.

Se tiverem interesse em descobrir o legado da saga que se reinventou em 2018, o primeiro é
um belo ponto de partida, mesmo não sendo tão épico quanto a segunda e terceira parte da trilogia.

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Paulo Tavares

Nesta semana a recomendação da minha parte vem em forma de um skate e de um velhote que ainda é o epíteto do desporto radical, sinónimo de grandes manobras e de filantropismo. Tony Hawk, pois claro!

No ano de 2000, vinham notícias da América de um jogo que parecia reunir alguns dos meus interesses mais acesos: o skate, com as suas manobras loucas e aquela atitude de não desistir até acertar uma manobra e o punk, estilo musical que começava agora a desbravar mas que cedo me cativou até aos dias de hoje.

Tony Hawk Pro Skater 2, desenvolvido pela Neversoft (como esquecer o seu logótipo!) e lançado primeiramente para a PS1 era uma diversão pegada. Entre escolher os mais famosos shredders da altura, bem como a recente introduzida possibilidade de criar uma personagem, tudo era perfeito! Aquelas runs de dois minutos, onde tínhamos de conseguir o máximo de pontos e realizar uma série de desafios que envolviam derrubar obstáculos, colecionar letras e conseguir encadear uma série de movimentos específicos… Perfeito. Arranjava-se sempre tempo para voltar uma e outra vez.

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E que dizer da música que acompanhava cada incursão a este mundo louco de destruição e manobras loucas? Bad Religion, Lagwagon e Rage Against The Machine, bandas que ainda hoje me acompanham no meu percurso de consumidor ávido de música, caíam que nem ginjas. Ou skaters esparramados no chão.

Não há desculpa para não voltar à tábua com rodas onde já se foi feliz, ouvir uns sons alimentados a rápidas batidas de bateria e aproveitar para descontrair com a recente coleção dos dois jogos originais Tony hawk Pro Skater, grandes remasterizações para o universo dos videojogos!

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André Santos

Hoje não me vou meter em aventuras, não vou falar de RPGs que joguei pela primeira vez nem tampouco vou pedir-vos para experimentarem um daqueles jogos indie que todos deviam jogar. Vou apenas deixar duas notas, uma porque devia ser obrigatório para todos os jogadores com um computador (Windows, MacOS ou Linux) e a segunda porque me tenho divertido tanto a jogar que até me esqueci de escrever a análise. Shame on me.

1 – Abram a loja Steam e decarreguem Sea of Roses. O jogo português dos Crescent Tea Studios é free to play e merece ser jogado por todos os que tenham essa oportunidade. Para ler a análise da Rita cliquem aqui, ou aqui, ou ainda aqui.

2 – O europeu de futebol está a acabar e Portugal já ficou para trás. Os “simuladores” de futebol já deram o que tinham a dar na sua presente forma e os simuladores de condução deixam todos os seus fãs à espera das suas versões atualizadas. Então o que jogar? A resposta é simples: Olympic Games Tokyo 2020 – The Official Video Game.

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Tenho que ser sincero, gostava mais da vertente competitiva (em single player) dos jogos passados, principalmente porque estes chegavam ao mercado com mais provas de atletismo e outras modalidades individuais, era mais difícil de conseguir bons tempos e deixavam qualquer jogador com dores nos dedos… no pain no gain, é assim não é?

No entanto, não posso deixar de recomendar o que este Olympic Games Tokyo 2020 nos traz: mais modalidades de equipa, uma melhor vertente online e é muito, mas muito mais, diverdito. O seu aspeto, e jogabilidade, mais arcade fazem com que não existem tempos monótonos, há sempre algo para nos fazer sorrir, mesmo durante as complicadas provas de natação.

Os desportos de equipa podem não ser tão “reais” como nos jogos dedicados a tais modalidades, mas a verdade é que são muito mais divertidos de jogar, sem sobra de dúvida! Caso estejam a contar os dias para o Jogos Olímpicos, ou simplesmente queiram um jogo que tanto pode ser um party game como uma boa forma de descarregar energias online, apostem neste Olympic Games Tokyo 2020 da SEGA. Não se vão arrepender.

A análise, atrasada, a Olympic Games Tokyo 2020, chega durante a semana. Prometo que vou deixar o jogo de lado um bocado para escrever. Hoje talvez… nah, amanhã.

O Future Behind em "Dark Mode"