Confesso que, quando a Blizzard anunciou mais uma forma de voltar a Azeroth, a minha primeira reação foi um suspiro. Já temos o WoW moderno, já temos o Classic, e agora chega o World of Warcraft: Forever. Pois bem: o jogo abriu as portas a 4 de novembro, às 23h00 em Portugal continental, e a empresa já trata o lançamento como um capítulo novo na história do MMO.
Segundo a conta oficial de World of Warcraft, o World of Warcraft: Forever conseguiu “o maior lançamento da história do WoW pelo número máximo de jogadores em simultâneo” e “o maior número de jogadores a regressar da história do WoW”. Em português claro: nunca tanta gente esteve online ao mesmo tempo num lançamento do jogo, e nunca voltaram tantos veteranos. O senão? A Blizzard não publicou os números. Nem o pico, nem o recorde anterior, nem quantos regressaram — e o Polygon lembra que a empresa deixou há anos de partilhar o número de assinantes.
A produtora executiva Holly Longdale acrescentou que o Forever está a ter “o maior número de novos jogadores num lançamento de WoW em 15 anos”. Ou seja, muita gente a entrar em Azeroth pela primeira vez, ao lado de quem está a fazê-lo… outra vez.
O que é o World of Warcraft: Forever
Não é uma expansão clássica nem mais um reino Classic. Segundo a Blizzard, o World of Warcraft: Forever é um ramo permanente, ao lado do WoW moderno e do Classic: uma Azeroth original reimaginada, a seguir aos acontecimentos de Warcraft III Reforged: Forsaken Kingdom e antes do Núcleo Derretido (Molten Core), com um teto de nível 60 e novas histórias para crescer durante anos.
No guia de regresso a Azeroth, a Blizzard fala em mais de mil novas missões, nove masmorras novas e destinos como o Monte Hyjal, Shen’dralas, os Riverglades e a Ilha de Zephras. Há também combinações de raça e classe que não existiam em 2004, e a nova raça Skyborne — esta, sim, exige o pack Heroic ou superior. O acesso ao jogo em si está incluído na subscrição de World of Warcraft ou no Game Time, no PC, através da Battle.net.
Numa altura em que o Path of Exile 2 se prepara para o 1.0 em dezembro e o Soulframe acabou de abrir as portas a toda a gente, faz sentido que a Blizzard queira provar que Azeroth ainda puxa. Até a Destiny 2 anda a prometer o regresso de campanhas antigas: o apetite por voltar ao sítio onde tudo começou não é exclusivo daqui.
Do lado da infraestrutura, a própria conta oficial mostrou os números do arranque: 3.924 máquinas virtuais, 251.136 GB de memória e 70.480 núcleos de CPU. Quanto aos jogadores, esses ficam no segredo dos deuses (e, eventualmente, das contas da Microsoft). Eu fico com duas certezas: muita gente voltou, e muita gente ainda se lembra da palavra-passe da conta de 2006.
World of Warcraft: Forever, da Blizzard Entertainment, chegou a 4 de novembro de 2026 e está disponível para PC na Battle.net, incluído na subscrição de World of Warcraft.

