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META APOSTA NOS ÓCULOS INTELIGENTES E I.A.

A Meta apresentou ontem os seus novos Meta VR Glasses, uns óculos de realidade virtual que representam uma das maiores apostas da empresa para o futuro. Mais pequenos e leves do que os tradicionais headsets, foram pensados para oferecer uma experiência de realidade virtual sem obrigar o utilizador a ter um equipamento pesado na cabeça.

Os VR Glasses pesam cerca de 100 gramas e colocam parte do hardware num pequeno módulo externo, que pode ser transportado no bolso ou preso à roupa. A ideia é simples: reduzir o tamanho e o peso dos óculos sem comprometer a tecnologia necessária para criar uma experiência de realidade virtual avançada. No interior, os óculos contam com um sistema Infinite Display 5K, baseado em ecrãs micro-OLED. A tecnologia permite criar vários ecrãs virtuais à frente do utilizador, que podem ser usados para trabalhar, jogar, ver filmes ou navegar na Internet.

A interação também é diferente daquilo que encontramos nos atuais headsets. Os utilizadores podem controlar os óculos através dos olhos e das mãos, sem depender constantemente de comandos físicos. A Meta mostrou ainda a possibilidade de utilizar superfícies reais como uma espécie de teclado ou touchpad virtual. A inteligência artificial terá igualmente um papel importante. Os VR Glasses estão preparados para trabalhar com o assistente da Meta, permitindo realizar tarefas e obter informações através de comandos de voz.

Apesar de o lançamento só estar previsto para a primavera de 2027, a Meta já revelou o preço: 1299,99 dólares. O valor coloca os VR Glasses claramente como um produto premium e mostra que a empresa os vê como muito mais do que um simples acessório para jogos. A apresentação também serviu para mostrar novos óculos inteligentes Ray-Ban Meta e várias funcionalidades baseadas em inteligência artificial. Ainda assim, foram os VR Glasses que concentraram a maior atenção, sobretudo pela tentativa de aproximar a realidade virtual do formato de uns óculos normais.

Com este dispositivo, a Meta quer tornar a realidade virtual mais prática e integrada no dia a dia. A grande questão será perceber se consegue transformar esta tecnologia numa alternativa real aos headsets que conhecemos atualmente.